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Eleição de Belo Horizonte já tem pré-candidatos

A quatro meses da votação, é possível mapear possíveis candidatos e começar a analisar voto

Belo Horizonte |
As novas regras eleitorais diminuíram pela metade o tempo de campanha
As novas regras eleitorais diminuíram pela metade o tempo de campanha - Elza Fiúza / ABr

A maioria dos eleitores deve estar estranhando a falta de discussões sobre a eleição municipal, que acontece em outubro. As novas regras eleitorais diminuíram pela metade o tempo de campanha.
No Partido dos Trabalhadores há, oficialmente, a inscrição de três nomes: deputado federal Reginaldo Lopes, deputado estadual Rogério Correa e Roberto Carvalho, ex-vice-prefeito de BH. Além da disputa tripla, existe a possibilidade de que mais nomes surjam, afirma o presidente do Diretório Municipal do PT, José Dantas, que afirma que o partido terá candidatura própria.
Pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), concorre à eleição a deputada estadual Jô Moraes, que tende a aliar-se com partidos progressistas, segundo assessoria. Já no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a decisão é por Maria da Consolação. O PSOL pretende lançar sua candidatura através de uma Frente de Esquerda, que englobaria partidos, organizções sociais e movimentos. A decisão deve ser anunciada em 1º de julho.
Batendo o martelo
As convenções partidárias acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto, quando os partidos definem seus candidatos. As eleições municipais acontecem em 2 de outubro.
Campos e líderes políticos
Segundo relatório do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (NESP) da PUC Minas, a movimentação eleitoral em BH deve seguir a influência de três líderes políticos: o senador Aécio Neves (PSDB), o prefeito da capital Marcio Lacerda (PSB) e o governador Fernando Pimentel (PT).

Cabo de força entre partidos de direita
PSDB e PSB não abrem mão de candidatura própria e podem concorrer separadamente.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) lançou o deputado estadual João Leite como pré-candidato. A divulgação antecipada faz parte do jogo de força entre PSDB e Partido Socialista Brasileiro (PSB), que tentam uma aliança, mas não abrem mão de serem “cabeça de chapa”. Na outra ponta da corda, o PSB lança o nome de Paulo Brant.
Já o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) afirma que terá candidato próprio, independente do resultado das suas alianças e divulga os deputados federais Leonardo Quintão e Rodrigo Pacheco como pré-candidatos. 
Segundo o cientista político Claudemir Francisco Alves, é possível que o PMDB consiga o apoio de Pimentel (PT). “Mesmo tendo eventualmente a candidatura própria, o apoio do governador se distribuiria entre os diversos nomes provenientes de partidos da base aliada do governo”, analisa.

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