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Festival vai debater importância da união entre cultura e política em BH

Organizada pelo Fora do Eixo e Mídia Ninja, iniciativa acontece até domingo (3)

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG) |

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Programação conta com nomes de lideranças políticas e sindicais, artistas e fotógrafos
Programação conta com nomes de lideranças políticas e sindicais, artistas e fotógrafos - Divulgação

A partir desta sexta (1), começa no Centro de Referência da Juventude (CRJ) o Festiva MG, evento que traz a BH dezenas de debates sobre a relação entre cultura, comunicação e ativismo. Organizada pelo coletivo Fora do Eixo e pela Mídia Ninja, a iniciativa acontece até domingo (3) e tem na programação nomes de lideranças políticas e sindicais, artistas e fotógrafos.
Um dos objetivos principais do Festiva é dar voz a movimentos e articulações de toda Minas Gerais. Por isso o Fora do Eixo percorreu 30 cidades do interior do estado, durante 45 dias, para construir o projeto. Além disso, o festival quer chamar atenção para a importância da mobilização política das pessoas ligadas à cultura e à mídia. 
“Precisamos debater como esses dois segmentos podem colaborar com a agenda dos movimentos populares. Nós vivemos um período de uma gigantesca perda de direitos e as respostas não vão surgir a curto prazo. Então, precisamos criar, discutir o que a gente defende para o país, acumular força”, explica Talles Lopes, que integra o Fora do Eixo e é um dos organizadores do evento.
Programação
Com foco no conhecimento, o Festiva vai ter, além da formação política, muita prática. São diversas oficinas e, caso os participantes se interessem, podem contribuir com a produção das atividades ou com a cobertura jornalísticas delas. 
No dia de abertura, participam de uma roda de conversa Beatriz Cerqueira, presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Célia Xakriabá, ativista dos povos indígenas; Leandrinha Du Art, colunista do Mídia Ninja e fotógrafa; a estudante Ana Júlia, liderança secundarista; entre outros convidados. 
Leandrinha, que é mulher trans e cadeirante, vai falar um pouco do seu trabalho e luta. “Já está mais do que na hora da comunicação e da política andarem de mãos dadas. Um debate como esse, que proporciona tanta representatividade, é essencial para alinharmos ideias, para que nos somemos em uma luta só”, afirma.
 

Edição: Joana Tavares