Minas Gerais

VIOLÊNCIA

População encarcerada enfrenta fome e tortura no sistema prisional mineiro, mostra relatório

Documento faz 120 recomendações ao Estado. Entre elas, a obrigatoriedade do uso de câmeras em ações policiais

Belo Horizonte (MG) | Brasil de Fato MG |

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Imagem: - MNPCT

Publicado pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) neste mês, o relatório de inspeção no sistema prisional e socioeducativo de Minas Gerais demonstra que a população encarcerada do estado convive com a tortura, espancamentos, afogamentos, falta de acesso à alimentação e à comunicação e violência psicológica.

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O levantamento é fruto da ação do MNPCT que, entre os dias 2 a 6 e 23 a 27 de maio deste ano, realizou inspeção em seis unidades prisionais e três socioeducativas, de sete municípios mineiros.

MNPCT também relata a superlotação dos presídios

No relatório, estão reunidos documentos, fotos e relatos que comprovam a situação precária na qual se encontram as pessoas privadas de liberdade. Durante a busca, a entidade ainda identificou casos de óbitos suspeitos.


Imagem / MNPCT

Além do cenário de violência e falta de assistência, o MNPCT também relata o cenário de superlotação dos presídios visitados. De acordo com a pesquisa, unidades como o Presídio Jacy de Assis, localizado em Uberlândia, e o Presídio Inspetor Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, possuem celas com três vezes mais pessoas que sua capacidade.

Falta de acesso à água e ventilação, precarização da força de trabalho, celas sem iluminação e casos de automutilação e suicídio, devido à falta de assistência à saúde e psicossocial, também foram identificados.

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O documento de 280 páginas sistematiza 120 recomendações ao Estado. Entre elas, está a obrigatoriedade da utilização de câmeras nas ações policiais dentro das unidades e a extinção de estabelecimentos mistos.

Para ler o relatório completo, clique neste aqui.

Edição: Elis Almeida