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Inelegibilidade é uma vitória, mas “tá na hora do Jair” ser preso

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"Que este povo não esqueça facilmente" - Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para além do caso julgado no TSE, a lista de crimes é extensa

Falta muito pouco para o ex-presidente genocida do Brasil perder, pelos próximos oito anos, seus direitos políticos. Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definir pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), teremos uma vitória a comemorar.

Porém, o que precisamos mesmo é da prisão do responsável pelos ataques às instituições e liberdades democráticas, aos direitos das classes populares e pelo desmonte do Estado brasileiro.

No último ano, mandamos o Jair ir embora da presidência da república. Mas, já passou da hora de ele começar a pagar pelo que cometeu. Além da  tentativa de descredibilização do processo eleitoral brasileiro junto a lideranças internacionais e do incentivo a intentos golpistas, razões que motivaram o processo contra Bolsonaro no TSE, a lista de crimes é extensa.

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O ex-presidente apresentou cartão de vacina falsificado para conseguir entrar em outro país. Não achando suficiente, ele também adulterou o documento de vacinação da filha de 12 anos, o que pode configurar como corrupção de menor.

Defensor da ideia de que a covid-19 era apenas uma “gripezinha”, Bolsonaro infringiu as medidas sanitárias, atrasou  a compra de vacinas e usou de seu posto para disseminar notícias falsas e estimular o negacionismo. O resultado disso? Mais de 700 mil brasileiros morreram por negligência deliberada e planejada pelo governo neofascista.

O ex-presidente também tem em sua gestão uma série de escândalos de corrupção. Rachadinhas, funcionários fantasma, associação com milícias, os cheques da Michelle, contrabando, propina, intervenção na Polícia Federal, compra de imóveis em dinheiro vivo, orçamento secreto e, para fechar com chave de ouro, transporte e posse ilegal de joias.

Como se a lista já não estivesse grande demais, também está na conta de Bolsonaro a tentativa de genocídio dos povos yanomami, o incentivo ao garimpo ilegal, o aumento da violência política no país e uma série de crimes de ódio, cometidos contra mulheres, negros, pessoas LGBTI+, jornalistas e defensores dos direitos humanos.

Não esquecer para nunca mais acontecer

Para enterrar de vez a política da morte e do ódio no país é preciso responsabilizar quem a conduziu no último período. Se no pós golpe militar não se fechou direito os porões da ditadura, o mesmo erro não pode ser cometido novamente.

Que a inelegibilidade de Bolsonaro seja apenas o primeiro passo para a prisão daqueles que insistem em tentar aprisionar o direito do Brasil e do povo brasileiro serem donos de seu próprio destino.

Na música “Só le pido a Dios”, de Mercedes Sosa, a súplica da cantora argentina é para que a indiferença à dor, à injustiça, à guerra e ao futuro não tome os corações populares. E como bem diz a letra, “que este povo não esqueça facilmente” dos traidores que usurpam o poder.

Edição: Elis Almeida