Minas Gerais

CULTURA

BH: cortejo de Omolú do Afoxé Bandarerê acontece no próximo domingo (28)

Atividade conta com apresentação de Babadan, Dj Camis, Samba da Meia-Noite, Swing Safado e Dj Raquel Feu

Belo Horizonte (MG) | Brasil de Fato MG |
Imagem - Dalila Varogh

Manifestação dos povos de religiões de matriz africana de Belo Horizonte, o cortejo de Omolú, organizado pelo bloco Afoxé Bandarerê, acontece no próximo domingo (28), a partir das 13h30, na Praça do México, localizada no bairro Concórdia, na região Nordeste da capital mineira.

Com objetivo de festejar Omolú, considerado Orixá da cura para o povo negro, a atividade irá celebrar a vida, em resposta ao longo período de enfrentamento a pandemia de covid-19, e o futuro.

A programação é gratuita, na rua e conta com apresentações culturais de Babadan Banda de Rua, Dj Camis, Samba da Meia-Noite, Swing Safado e Dj Raquel Feu.

Para a organização, a realização da atividade de forma pública contribui para o diálogo com a sociedade e o enfrentamento ao racismo religioso.

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“Entendemos também a importância desta celebração para ressaltarmos o respeito à liberdade de expressão de culto dos povos de matriz africana, que tem sofrido vários ataques de racismo religioso inflamados pela atual conjuntura política do país”, enfatizam.

Sabejé

Considerado o Orixá da cura, tradicionalmente Omolú é homenageado em uma cerimônia denominada “Sabejé”, que consiste em uma caminhada na qual os participantes levam consigo um balaio de pipoca e pedem esmolas para possibilitar a realização da cerimônia nos terreiros religiosos.

No cortejo organizado pelo Afoxé Bandarerê a ordem das atividades se inverte. Primeiro é realizada a celebração no terreiro, com recursos próprios, e, no dia seguinte, os participantes vão às ruas em festejo e compartilham a “pipoca sagrada”.

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“Em 2022, isso passa a ser ainda mais importante para nossa comunidade. A covid nos matou, nos entubou, nos hospitalizou e nos deixou em casa, sofrendo e adoecendo todos os dias do corpo, da mente e da alma em tempos tão difíceis. Este ano vamos celebrar não somente a saúde, vamos celebrar a vida e, sobretudo, a libertação de um tempo ruim que está indo embora”, afirma a organização.

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Edição: Elis Almeida